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Em 03 de fevereiro de 2007
Eram 7:05 quando eu, o Magister Mor disse: "Creio que agora é o momento de explicar algumas coisas a todos vocês, inclusive a você, Danielle"; fechei o livro com rapidez fazendo um considerável estrondo propositalmente para acordá-los. Todos deram um salto de seus acentos, dei uma leve risada.


Continuei falando "eu percebi claramente que quando Danielle leu o livro sua consciência se separou de sua existência corpórea, a isto se dá o nome de viagem astral, é possível atravessar distancias ou mesmo ir a lugares no tempo onde conhecidos estiveram ou em casos mais extremos, épocas onde um ancestral esteve. Isto é muito raro de ocorrer naturalmente, mas pode ser induzido por objetos da época e alucinógenos fortes, no caso da Dani o sono agiu como um alucinógeno e toda a conversa pode ter induzido a viagem astral mas a pessoa tem de ser cessível e ter predisposição à mediunidade, o que aparentemente a Dani tem!"


Então Rubens diz "como ter certeza?"


Respondi "Só há um modo... uma imersão completa na viagem astral; a viagem de Dani foi muito superficial para que ela tirasse alguma conclusão". Neste momento Danielle diz "eu não vou voltar para aquela guerra, NÃO MESMO!!!!", eis que eu respondo "fique tranqüila vc não será capaz de mudar o passado nem tocar em nada como tb nada poderá lhe tocar ou ferir, só sua consciência estará lá, não o seu corpo".


Dani fica receosa e pergunta "mas como? havia uma voz que falava comigo..." e eu digo "Se alguém falava contigo esse alguém é do presente e estava na sala, pois não é possível se comunicar com o que já passou!", todos ficam assustados olhando de canto de olho. Eu me levanto, olho para Danielle e digo "venha comigo", e me viro pros demais e digo " fiquem aqui analisando o texto que ela precisa estar só para que o que vamos fazer dê certo".


Eram 7:35 quando Danielle e eu saímos da sala da lareira, ela me pergunta "aonde vamos?" eu não respondo e continuo andando, afinal ela tem de aprender a confiar em mim, dou uns quatro passos e ela corre atrás, subimos uma grande escadaria paramos antes numa sala, eu entro sozinho e volto com algo embrulhado em linho branco, Dani fica curiosa mas não diz nada, continuamos subindo a escadaria e entramos na porta da torre subindo ao ponto mais alto da casa dos magister, eis que abro a porta.


São 7:50 da manhã, abro a porta em entramos e eu digo "bem vinda à sala de meditação"! A sala é pequena com todas as paredes nuas pintadas de bege e o chão estofado como uma grande almofada, o chão era igualmente bege.


Eu digo "deite-se" ", ela se deita sem dizer uma palavra, não sei se por medo ou se por curiosidade, eu tiro um frasco com liquido e digo "fique tranqüila não é carpal", neste momento ela ri, e eu digo"isto é um tranqüilizante te colocara praticamente em sono pesado, somado ao sono que vc já tem praticamente será impossível acorda-la antes que seu descanso seja completo", e ela pergunta "mas eu acordarei né?" e eu respondo "sim acordará, sim" ela toma e se deita, em questão de uns três a quatro minutos a bebida fará efeito.


Pego o embrulho logo em seguida e retiro de dentro do linho branco uma espada e digo "esta é uma espada que foi usada na batalha do Forte do Monte! Ela te ajudará a encontrar seu destino no tempo!" coloco a espada nas mãos de Danielle a qual a segura com extrema força, incomum para uma mulher que acaba de tomar um tranqüilizante tão forte, logo depois ela adormece segurando a espada deitada sobre o peito.


Eu resolvo sair da sala, pois a minha presença pode influenciar a viagem astral de Danielle; são 8:15 quando eu saio da sala de meditação e vou de volta ao encontro dos outros iniciandos na sala da lareira.


Continua em VIII - em branco

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